Mesmo em meio à crise, Ceasa/CE cresce em 2009
As Centrais de Abastecimento do Ceará fecharam o ano de 2009 com crescimento tanto na quantidade quanto no valor total de comercialização. Considerando-se que o ano passado foi de redução em toda a cadeia produtiva devido à crise econômica mundial, os números são satisfatórios e refletem a trajetória de crescimento dos últimos cinco anos.
O aumento do volume de hortigranjeiros vendidos foi de 5,7%, sendo 6% na Ceasa de Maracanaú e 3,4 no Mercado Produtor de Ibiapaba, num total de 522 mil e 454 toneladas. A banana foi a grande responsável por este número. Suas variações (prata, pacovan, casca verde e maçã) somaram 63,5 toneladas durante o ano, 11% a mais com relação a 2008. O Analista de Mercado da Ceasa/CE, Odálio Girão, atribui o resultado às chuvas da primeira metade do ano e à retomada no abastecimento do mercado local, principalmente no segundo semestre, pelas microrregiões do Maciço de Baturité (Palmácia, Redenção, Aratuba, Pacoti, Baturité e Mulungu) e Baixo Jaguaribe (Limoeiro do Norte, Russas e Quixeré). Com a oferta maior o preço caiu 13,8% e o produto foi vendido a um preço médio de R$ 7,12 o cento. Outros produtos de destaque foram: a laranja (54.895 t), a batata inglesa (34.816 t) e o tomate (33.128 t), sendo este último o produto com maior crescimento no comparativo anual (48%). No mesmo período, a variação positiva dos valores comercializados nos entrepostos de Maracanaú e Ibiapaba foi de 9,7%.Ou seja, durante 2009 foram comercializados 656, 68 milhões de reais em alimentos.
Comparando-se estes números com os registrados ao longo dos últimos 5 anos, constatamos um aumento constante dos negócios realizados na Ceasa/CE. Com relação ao volume, o ano de 2009 apresentou acréscimo de 23,3%, tendo como base 2005. Enquanto o Mercado Produtor de Ibiapaba apresentou um resultado positivo de 13,5%, o entreposto de Maracanaú cresceu 24,9% no período. Já o comparativo de valores ressalta o desenvolvimento do setor hortigranjeiro no estado, onde foi registrado no ano passado um número 72,2% maior que o de 2005, sendo 63,6% em Ibiapaba e 73% em Maracanaú.




